O dia que tentaram me matar 2
Um frio gélido preencheu meu ventre.
Bom, ele passou por mim e foi embora. Eu entrei no carro tremendo. Me perdi pelas ruas de Pelotas e cheguei a Rio Grande, contei apenas para a minha esposa, que estava no telefone comigo.
Mas agora estou apto a narrar a energia do ódio e do desamor para vocês.
As vezes cometemos erro no passado, que não nos damos conta, mas eles nos perseguem. Eu nem imaginava o tamanho do ódio que essa pessoa guardava por mim, nunca me dei conta, me esqueci completamente.
E aí não vi o quanto eu o prejudiquei, a ponto dele chegar a isso. De me direcionar todo o ódio que podia.
Felizmente percebi que se tratava de uma pessoa perturbada e que jamais aceitaria o meu perdão ou o meu pedido de desculpas.
Tem coisas do passado que devem permanecer no passado.
Não foi o fato dele ter atentado contra a minha vida... foi a visão da ideia de que o que ele queria matar não era o corpo, mas a minha identidade, minha alegria, meu sucesso com os colegas a minha simpatia e felicidade quando estou junto dos colegas.
Era essa visão minha bem sucedida e confortável que ele queria matar e não o corpo.
Essa parte viva e imaterial ele jamais conseguiria matar, talvez por isso tenha desistido no caminho.
É uma história que ainda precisamos amadurecer, mas com certeza... tem coisas do passado que devem ficar no passado!
Abração pessoas do meu coração!
Psicografia de um assassinado.
Psicografia de um assassinado.
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