O Fantasma do Sr. Leomar


Médiuns queridos!
Ontem, ao trabalhar em um cemitério do interior, um fenômeno interessante aconteceu.
Na parede, onde várias gavetas perpétuas ladeavam formando uma mureta, haviam dois túmulos. Um primeiro, mais humilde, com o recém falecido Sr. Leomar sepultado em 23 de Março. Uma segunda gaveta tumular, ao lado do Sr. Leomar chama bastante atenção pela opulência da lápide.
Nela está sepultada o Sr. Crespo, falecido em 21 de Março de 1915 (mesma data de morte de seu visinho pobre).
Ao observar que a coroa de flores do Sr. Crespo encontrava-se caída, nos aproximamos oferecendo um amoroso "bom dia", mensionando ao espírito que iríamos reerguer a humilde coroa de flores dele.
Sentimos a gratidão, isso é fato.


Acontece que através do toque na coroa de flores, surgiu imediatamente na tela mental, uma breve história sobre reencarnação.
Tanto o Sr. Antônio Cresto (rico), quanto o Sr. Leomar (pobre) faleceram no mesmo dia, das mesmas circunstâncias. 
A opulência de um túmulo, contrasta com a simplicidade do outro.
Que lição maravilhosa! Moravam ambos na mesma comunidade, caminharam pelas mesmas ruas, moravam nas mesmas casas.
Ao desencarnar rico, o Sr. Crespo imaginou que iria para o céu.   
Ao tocar a coroa de flores, e colocá-la no lugar, sugiu uma jardim com frutos apodrecidos. Uma vida luxurioza com muito charuto e whisky ilustrou-se em um amplo e refinado salão de festas.
Elogios e volúpias do ego. Jamais o Coronel Crespo imaginaria o que estava a lhe esperar do outro lado do véu.
Rico, habituado a humilhar os desfavorecidos, sentiu na alma o resultado da sua vida pretéria ao se reencarnar como Sr. Leomar, simples, pobre e humilde que teve por patrão um espezinho maldito de vida inteira.
"Ele continua gemendo!" EVP bem claro captado. Ou seja, mesmo em espírito reencarnando e já falecido, a dor de uma encarnação egoísta e orgulhosa ainda retumbava nos ouvidos do agora remido Sr. Leomar, obrigado pelo destino a descarsar ao lado do corpo de sua última encarnação como Coronel Crespo.
Com certeza, duas grandes personalidades. Um único espírito.
A imagem, os cheiros, as propostas... eram refletidas na vida seguinte. Antes uma vida de mando e violência até 1915. Agora uma vida de obdiência, humildade e insignificância até 2019.
É impressionante como a sabedoria divina rege os acontecimento, de fato, nenhum fio de cabelo cairá sem que a espiritualidade saiba.
A virtude surgirá no calor de cada situação. Um político poderoso terá de aprender a arte da humildade.
De nada adianta gargantear coragem, se não estiver num campo de batalha. Não basta se vangloriar de sua fidelidade, se não é casado.
Precisou reencarnar na pobreza, na ignorância, para entender o papel fundamental da amorosidade e da humildade, de um coração sangrando pela sabedoria divina.
Portanto, pensar a respeito da reencarnação é fundamental. Eu já planejei a minha, e você? Ainda acha que não morrerá?





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