Aconteceu...

Essa é, na grande maioria dos casos, a desculpa do(A) adúltero(a). Aquele que trai se esquiva na máxima do "aconteceu..." como que se algo mágico os conduzi-se ao lítigio, contra a própria vontade.

Aconteceu, diz a traidora, adúltera, flagrada em conlúbio com o amante. Da mesma forma, aconteceu... diz o amante inebriado em frente ao revolver fumegante do marido raivoso. Tolos, tolos pela ignorância. Digo-vos agora, o que realmente aconteceu:

Aconteceu que trocastes o amor da tua vida por um ilusão;

Aconteceu que trocastes a esposa santa do lar por uma noite de prazer;

Aconteceu que te flagraram em perjúrio crimonoso em que o único responsável é você mesma;

Aconteceu que a moral que era para te guiar os passos, foi esquecida, e caistes em perversão;

Aconteceu que perdestes o respeito por ti mesmo, deixando que os outros te condenem a seu bel prazer;

Aconteceu que priorizastes o prazer da carne, em oposição à felicidade do Espírito, a isso responderás;

Aconteceu que magoaste a muitos, através de uma escolha errada e maldosa, pelo simples desejo de possuir outra carne.

Irmãos, rogo-vos, não caiam em tentação. Desconfiem das provas, pois sua natureza é testar-nos moralmente, não sucumbam no teste de Deus.

Jamais traia alguém, a traição é chibata em si mesmo, é engano. Só perde aquele que fez a escolha infeliz. O traído, apesar de profundamente magoado, seguirá adiante, consciente de que tudo fez pelo amor que devotava. Consciente de que Deus a tudo observa e a tudo regula.

Quem ama, não trai.

Com amor,

Valentino, Protetor dos Amantes.

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