No prazer do agora

Quantas são as distrações hoje que nos raptam do doce momento do agora?

São tantos os estímulos mentais e emocionais que, na grande maioria dos casos, ficamos perdidos num turbilhão de informações, dados e diálogos paralelos.

A mente despreparada vive num joguete entre o passado e o futuro, sem conseguir permanecer nem sequer alguns instantes no presente momento. 

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É um paralelo, em que espíritos de todas as matizes, sondam as chagas da alma. E no mesmo momento em que pensamos numa memória dolorosa, lá estarão eles farejando a dor, o ódio e a vingança.

Então por que viver de passado?

Da mesma forma, que nos encontramos ansiosos com o futuro, carregado de preocupações com o amanhã, projetos e planejamentos que queremos muito que deem certo. Assim, igualmente, espíritos de todas as direções virão pelo faro da ganância, da ambição, da concorrência e da competição.

Então por que sonhar com o futuro?

Sabemos que, por ordem cósmica, nada do que imaginamos ocorrerá da mesma forma que sonhamos. Somos paquidermes de uma savana seca, amarelada pelos tons de velhas emoções.

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Mas e se criarmos novas emoções aqui e agora?

Exatamente, estaremos plantando belas sementes que logo se tornarão frondosos arbustos esverdeados e floridos.

Não viva de TV, viva a vida, como a vivem na TV.

Aventure-se.

Viaje. Faça trilhas.

Aproveite cada dia iluminado de sua vida, nem que seja ficar relaxado descansando em casa, mas faça com que cada momento valha a pena.

Tudo o que você precisa é abrir mão do seu passado, perdoando-o e aceitando-o tal como foi, para que possa deixá-lo lá, bem atrás, onde ele pertence.

Ficam os aprendizados.

Tudo o que você precisa é parar de sonhar, de imaginar acontecimentos, e deixar com o que o futuro cumpra o seu papel de lhe surpreender, de lhe agradar tal como lhe é peculiar, de lhe trazer todos os frutos que você plantou lá atrás.

Deixe que lhe surpreenda.

Enquanto isso, sinta-se amado pela malha cósmica, que te sustenta, assim como você a sustenta em troca do seu bom esforço.

Namastê!

Egídio Milardi, Psicografia de um espírito da meditação

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