Roda de rapé e o desdobramento da minha filha
Final de semana passado, estive fazendo uma roda de rapé e reza entre os grupos Guarani daqui da nossa região... A ideia de tomar água no casco de tartaruga compõe um ritual que é seguido por uma baforada de rapé aplicada com um canudo curso, diretamente no nariz. O sopro é forte e ardido, fazendo lacrimejar o colhudo mais forte. Bom, aspirei o rapé. Imediatamente correram as lágrimas e senti meu cérebro inteirinho "refrigerar" e, com isso, é claro a lubrificação da glândula pineal. É um exercício espiritual muito comum entre os indígenas brasileiros. Ao fumar o "petynguá", espécie de cachimbo típico Guarani, o transe se desenvolve simultaneamente. Então, a prática espiritual é completa e concluída com muita reza e canto. É a cantoria que faz o ingrediente principal do transe, é nesse momento que acontecem os espasmos e os calafrios, as visões, etc. O pajé Caraí aspergiu duas fortes baforadas, uma em cada narina. Me levantei dali zonzo e com forte ectoplasmia,...